Demorou, mas finalmente aconteceu. Fidel Castro, ditador cubano que governou por quase 50 anos, renunciou. E já não era sem tempo, se levarmos em conta que desde meados de 2006 ele governava o país de moletom, em sua cadeira de balanço.
Na década de 1950, Fidel Castro livrou os cubanos de uma ditadura (Fulgêncio Batista), para iniciar outra. Ninguém acreditava que duraria tanto tempo assim. Foram 5 décadas de agonia para a maioria da população, tendo em vista a falta de liberdade que possuíam. Os defensores do "Comandante" dirão que "Cuba exibe altos índices de desenvolvimento humano". Errado. Isso até pode ter acontecido no passado, mas, desde o fim da Guerra Fria e da União Soviética, a pequena Ilha agoniza de tanta pobreza. E não custa nada lembrar que os EUA contribuem de certa forma para isso, já que Cuba ainda vive sob embargo comercial.
Fidel Castro e Che Guevara são heróis do passado (heróis para os comunistas, claro). Hoje, não há mais espaço para isso. Não que eu concorde com Fukuyama ("O fim da História), mas as nações precisam se adequar a essa economia de mercado, se não quiserem ficar para trás. Cuba deveria aproveitar os bons índices de educação que possui, e investir nesse capital humano. Assim, poderá triunfar nesse III milênio. Não é uma tarefa fácil, pois a economia local não é muito diferente da época da Revolução, quando o país vivia da exportação de açúcar e tabaco.
O poder agora está nas mãos de Raúl Castro, irmão do "Comandante". É bem possível que continue com a atual política 'castrista', ao invés de caminhar rumo a democracia e ao desenvolvimento. De longe, só nos resta torcer para o bem do povo, que é quem mais sofre com toda essa bagunça.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
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